Chutemocritico – Os arquivos completos do blog de hatemail mais famoso da crítica musical brasileira!

Ah, o tempo passa, né? Trabalhei no site Cliquemusic entre maio de 2001 e abril de 2004, fazendo literalmente de tudo. Editava, apurava, respondia aos leitores e escrevia resenhas de discos. Esse último aspecto de minha atividade foi sempre o mais prestigiado pelo público – prestigiado entre mil aspas, claro. Nove entre 10 emails que recebia na época eram dedicados a me achincalhar, por conta de minhas humildes opiniões sobre a música popular brasileira. A torrente de correspondência era tamanha, que resolvi dividir um pouco dos tomates e ovos podres com o mundo, publicando as mensagens mais hilárias no endereço http://chutemocritico.blogspot.com. O negócio fez sucesso, rapaz! Apesar do incentivo dos amigos, meu ímpeto foi arrefecendo e parei de atualizar o blog em dezembro de 2002 (mesmo porque o Cliquemusic, àquela altura, já não ia bem das pernas). Quando resolvi criar o t.d.v., a idéia de resgatar as postagens do blog surgiu como prioridade. E ei-las aqui, na íntegra. Divirtam-se! (Nota: vários dos links para as críticas originais no Clique não funcionam mais. Não é culpa minha…)

Apresentação

Para quem não me conhece, me chamo Marco Antonio Barbosa – Bart, para os amigos – e sou jornalista especializado em música pop e cinema. Desde 1996, escrevo aqui e ali sobre discos, artistas e shows e, como todos devem saber, um dos deveres eventuais do repórter musical é escrever resenhas (“críticas”) de CDs. Pois bem, o que era uma tarefa esporádica, assumida nos órgãos de imprensa pelos quais passei, virou obrigação compulsória desde que passei a trabalhar no site Cliquemusic – modéstia à parte, uma referência em termos de música brasileira na Internet. Escrevendo sobre os mais diferentes discos, de todos os estilos possíveis, tento ser o mais isento e informativo o possível. Ainda assim, não se pode agradar a todos… Segue-se então uma compilação das mais irritadas (e irritantes), mal-educadas e disparatadas mensagens que recebi, desde maio de 2001, sobre minhas modestas e mal-traçadas resenhas. Entremeadas às cartas-bombas, mando comentários e considerações sobre música, leitores irritados e sobre a díficil tarefa de ser crítico. Nesse primeiro e agigantado post, coloco as melhores mensagens enviadas até março deste ano. Depois, conforme forem chegando mais, vou atualizando.

Nota: todas as mensagens estão reproduzidas na íntegra, sem cortes ou correções, e são todas 100% verdadeiras. Não se acanhem! Comentários, mais reclamações e etc. podem ser enviados para o e-mail mab@cliquemusic.com.br .

“O mote dos críticos de arte é ‘pense antes de fazer’; o dos artistas é ‘faça antes de pensar’ – E.M.Forster.

“Um crítico é aquela pessoa que surpreende o artista informando-o sobre o que ele quis dizer com sua própria obra” – Wilson Mizner.

“Criticar é tornar o preconceito algo plausível” – H.L.Mencken.

“As pessoas pedem a minha opinião sincera, quando na verdade só querem elogios” – W.Sommerset Maugham.
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Daniel, o primeirão

Começa aqui a minha saga com o queridíssimo Daniel, fã de pagode romântico, bregode e coisas afins. Tenho um carinho muito grande pelo rapaz; ele foi o primeiro a mandar uma mensagem me esculhambando. Ao longo dos meses, viemos mantendo um cordial monólogo: ele reclamava, eu ficava quieto. Leiam aqui o texto que provocou o nervosismo do jovem.

De: Daniel (Nenhuma)
Data: quarta-feira, 27 de junho de 2001 04:12
Assunto: s/n

“Gostaria de enviar um recado ao repórter Marco Antonio Barbosa,autor da crítica do último álbum do Raça Negra.De longe percebe-se que voce não gosta deles.Seu gosto musical é ,obviamente,outro.Sim,pois,eu no seu lugar,faria uma crítica diferente.Concordo com algumas coisas,mas,principalmente,discordo de como voce pega pesado na hora de criticar(literalmente sacaneando).Entenda que no pagode ou no swing,muitas vezes muito mais vale um balanço gostoso do que uma letra.Balanço é puro balanço.O resto vem depois…E,por fim,como não gostas disso,peça para fazer comentários sobre os discos dos meios musicais que voce mais gosta.Equipe CliqueMusic,gosto muito do site,mas fica aqui uma sugestão:Coloque pra fazer críticas de CDs uma espécie de especializados.Exemplo:Não ponham um cara que curte MPB de elite ou rock pra analisar um disco de samba-swing.Raça Negra faz um dos melhores(se não o melhor)samba-rock(ou seja lá que nome for)possível.Palavra de quem?Minha.Um especialista nisso,pois ouço,além deles,Jorge Ben Jor,Bebeto,Tim Maia,Sandra de Sá entre outros.Valeu!Um abraço a todos.E viva o Raça Negra…”

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Mais Daniel

Nosso fã de pagode é realmente prolixo. Ele comenta em um e-mail uma matéria que fiz com o Leandro Lehart (que pode ser lida aqui) e em outro, aponta um erro meu na crítica do Raça Negra. Notem o bizarro comentário – (?) – que ele coloca logo após o meu nome. Será que ele achava que era pseudônimo? Talvez eu devesse assinar como Bart, apenas…

De: Daniel (Nenhuma)
Data: sábado, 30 de junho de 2001 15:51
Assunto: s/n

“Olá galera do Cliquemusic.Voltando ao Marco Antonio Barbosa(?),realmente em termos de letras,Leandro Lehart é disparado o melhor.É,de fato,um poeta.Certas músicas de seu CD solo me fazem lembrar,e muito,o Djavan.Essa é a maior virtude do Art Popular(e sorte, por ainda contar demais com ele).Por isso se diferenciam de todos os outros grupos de pagode.Mas não é que todos os outros não tenham qualidade.Claro que não,passa longe disso.Palavra de quem conhece.Um abraço a todos.”

De: Daniel (Nenhuma)
Data: sábado, 30 de junho de 2001 16:01
Assunto: s/n

“Bem,só para corrigir o Marco Antonio Barbosa(?)em sua análise do novo disco do Raça Negra.Ele escreveu que a música “Voce Não Sabe de Mim” é uma regravação do repertório passado da banda.Errado.A versão é a mesma e a música foi simplesmente colocada também nesse CD,como se fosse uma coletanea.Um abraço a todos…”

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A primeira estocada no coração

Até aqui, estava achando divertido. Até que chegou o e-mail da Sra. Helena Gomes, falando sobre o disco da cantora Lica Cecato (leia a crítica aqui). Fui educado no texto, tentando ao máximo não deixar transparecer que achei o disco um saco. Não ruim, mas chato paca. Sabe aquela coisa cool, sofisticada, enfadonha? Dei as duas estrelinhas de praxe. E aí vem o petardo…

De: citybanking Diretoria de Recursos
Data: domingo, 8 de julho de 2001 19:57
Assunto: s/n

“Sr Marco Antonio,

Lendo a sua crítica ao excelente disco da Lica Cecato,
só temos a confirmação, de que os dois mais fracos
segmentos do jornalismo brasileiro são: música e futebol.
Nestes dois segmentos, se encontram os mais despreparados
jornalistas. Aqueles que não tem capacidade, são encaminhados
para futebol, e música. A sua crítica ao cd, vem marcada de profundo
desconhecimento de música. É lamentável que pessoas como o senhor,
tenham espaço para escrever tantas bobagens…e nem mesmo se dar
ao trabalho de ler que o nome Paulo Calasans, se escreve com “S ”
e não com “Z”. Este é o retrato do nosso País. Lamentável !!!

Helena Gomes”

Fiquei bem chateado com a mensagem, não vou negar. O interessante é a relação entre a troca de um “S” por um “Z” com o retrato de nosso país. Será que tem a ver com o contraponto entre Brasil e Brazil? Ou talvez eu seja despreparado mesmo e não entendi nada. Ainda sobrou para os jornalistas esportivos!

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Daniel perde a linha

Ah, tava demorando a começar a fúria… quando me meti a escrever sobre o disco solo do Alexandre Pires (leia a crítica aqui), sabia que viria chumbo. Reconhecendo que o disco era horrível, mas elogiando o profissionalismo e o apuro técnico do disco, dou a cotação botafoguense (uma estrela solitária). A primeira salva veio de Daniel, o paladino do Raça Negra.

De: Daniel (Nenhuma)
Data: quarta-feira, 11 de julho de 2001 07:07
Assunto: s/n

“Olá pessoal do Cliquemusic.Li a crítica do tal Marco Antonio Barbosa,sobre o CD solo do Alexandre Pires,”É Por Amor”.Eu já escrevi isso pra voces e volto a escrever.É óbvio que esse cara não gosta desse tipo de música que ele anda comentando(primeiras bobagens dele foram na crítica do novo disco do fenomeno Raça Negra).Como esse tipo de música tem um determinado público(do qual faço parte),esse público certamente não anda nada contente com as críticas que tem lido.Isso só faz criar um misto de raiva(pelo desrespeito com que ele trata os trabalhos dos nossos artistas prediletos)e desgosto com o site,que é muito bom.Por isso,para o bem de voces,deixem o encarregado de comentar novos lançamentos,pessoas com conhecimento sobre o assunto(ou seja,quem ouça muito o tipo de música no qual o artista em questão esteja dentro).Ou,no mínimo,uma pessoa que odeie,mas que saiba medir as palavras.Afinal de contas,respeito pelo próximo,seja ele quem for(desde que não esteja cometendo nenhum delito),não passa da obrigação de qualquer um que se julgue capaz.De dizer que tem educação na cara.Um abraço a todos.”

Notem bem os conselhos de editor tarimbado do rapaz (“Por isso,para o bem de voces…”) e o despeito furibundo para comigo (“o tal do Marco Antonio Barbosa…”). Em seguida a este e-mail, fico sabendo que o Daniel costumava ligar para a redação (antes de eu vir trabalhar no site), exigindo em altos brados que a discografia do Raça Negra fosse completada. O rapaz tem de arranjar uma terapia ocupacional logo, em vez de só ficar nas drogas pesadas, como discos do Alexandre Pires.

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Kiko, Leandro e Bruno, os campeões

O trio KLB se tornou, sem dúvida, o campeão de reclamações na história do site. Quando coloquei o texto (leia aqui) sobre o segundo disco do trio – na minha opinião, um dos piores discos dos últimos 150 anos – amigos meus me zoaram. “Pô, o Clique tá apelando agora…” e coisas assim. Fiquei na minha. Ao chegar a primeira mensagem, vi que Daniel e suas fixações pagodísticas eram pinto para o furor uterino das adolescentes semi-alfabetizadas que compõem o público do KLB. Sintam o ódio que corre nas veias da menina Pauline:

De: Pauline
Data: sábado, 20 de outubro de 2001 02:28
Assunto: s/n

Olha realmente vcs fizeram com que eu e mais milhares de fãs do KLB não acessem mais essa bosta de site … pô será que vcs precisam falar mau ? Se naum curte m fica na tua .. com certeza eu não fui a única a ficar revoltada com vcs , pois o KLB tem milhares e milhares de fãs .. e o sucesso deles incomodam muita gente e vcs tiveram a infelicidade de cair na dor de cotovelo …
KLBeijos …

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Um mea-culpa ao som do É o Tchan

Em relação ao último disco da Gal Costa – a maior cantora brasileira da história, seus discos entre o fim dos anos 60 e meados dos 70 são fenomenais – recebi esta mensagem. A moça aponta, com contundência, um erro grosseiro de informação que cometi, citando “Força Estranha” como sendo de Roberto Carlos, e não de Caetano Veloso. Vacilo imperdóavel. Imperdoável não, pois afinal desde que entrei no site nunca tive sequer uma pessoa para reler o que eu escrevo antes de ir para o ar. Falta de $$$. Daí, sem revisão, burradas como esta passam. É incrível notar a felicidade (e a agressividade) com que as pessoas apontam erros de informação – é uma espécie de vingança, pegar uma falha no trabalho de gente que se julga tão inteligente quanto os jornalistas. Notem bem, não sou EU quem acha isso, e sim o povão. Se as pessoas botassem na cabeça que os sacrossantos críticos de música são, antes de tudo, ouvintes como cada um dos leitores, não haveria porque ter tamanha revolta. Mas o fato de ter uma pessoa “superior”, que tem “voz na sociedade”, detonando tal e tal disco parece tirar os fãs do sério. Ao fim da revoltada carta, a leitora sugere que eu “requebro” ao som dos grupos que tocam nos “Domingões” da vida. É um xingamento comum, como ver-se-á adiante. Leia aqui a crítica.

De: diadorim.veredas@bol.com.br
Data: terça-feira, 23 de outubro de 2001 12:57
Assunto: lendo crítica a todos os amores

“Marco Antonio,

Esta mensagem devia ter sido postada há tempos, mas só
agora li sua crítica ao Gal de Todos os Amores. Parece
que a cantora ficou fadada a ser comparada a si. Todos
os seus discos, desde o Acústico, são sempre criticados
da mesma forma, tanto por quem sabe o que está fazendo
quanto por investidos de arrogância e despreparo. E é
sempre a mesma afirmação: ela já foi melhor, nova versão
fica aquém da original, etc, etc… ( o mesmo que é dito
sobre Caetano Veloso e Gilberto Gil, coincidentemente)
Ora, ora…
Pensei bastante antes de lhe escrever. Afinal, críticos
devem ter suas caixas de mensagens cheias de
xingamentos, injúrias e maldições. Mas, não pude deixar
de fazê-lo. Até porque, não tenho nada contra críticas e
quem as escreve, mesmo que falem mal dos meus. Afinal,
bom gosto não se discute!
Então, Gal já foi melhor. “Força Estranha, insuperável
na versão original – mais até que a do autor Roberto
Carlos – também soa esquisita…” Nunca li nada tão
torpe. Talvez, o senhor pense que a cantora regravou
duas canções de Roberto Carlos. Força Estranha e Outra
Vez! Será que não chegou nem a abrir o CD? Afinal, o
produto tem “até” fotos do mestre Cravo Neto, um novo
produtor musical (o que, por acaso, pode dar alguma
informação sobre a seleção do repertório) e, por
incrível que pareça, no interior do encarte constam os
nomes dos compositores das canções. Ou o senhor também é
daqueles que requebra ao som dos sucessos dominicais por
duas semanas, afirmando que o tal “cantor” é o
“compositor” e, nos domingos seguintes, nem se lembra
mais os passos das coreografias?
O Clique Music é o melhor site sobre música que conheço.
Leio quando posso. Tem qualidade, coisa rara de
encontrar na internet. E deparar com um texto como o
seu, é irritante.
A propósito: usar um ditado hollywoodiano(!) para
terminar um texto como esse é a prova maior de
ignorância e prepotência.

Diadorim”

Apesar das palavras fortes da moça (ou moço?), pelo menos houve coerência e educação em sua carta. Artigos raros daqui em diante… E acertou em cheio quando se referiu a “caixas de mensagens cheias de xingamentos, injúrias e maldições”. Respondi pedindo desculpas pelo erro e agradecendo a atenção e a audiência. (É minha resposta padrão, mas todo mundo acha que é ironia.)

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Para compensar…

Raríssimas são as mensagens concordando com alguma crítica. Mas elas chegam, sim. Esta aqui foi enviada por um brasileiro radicado na França, dando-me apoio na malhação (objetiva e isenta, tenho dito) a Gal Costa.

De: Marcos Gomes
Data: segunda-feira, 25 de fevereiro de 2002 07:45
Assunto: Totalmente de acordo com você

“Marco Antonio,

Nunca fui muito fã de criticas de discos e shows, porque na grande maioria,
expressam pontos de vista pessoais e, algumas vezes até tendenciosos, mas
tua critica com relação ao ultima trabalho de Gal Costa est muito precisa e
relfete bem o estado atual das coisas.

Em marés, onde inspiração tem faltado a muita gente, “De todas as maneiras”
é um disco com um gosto inevitavel de “Déja Vu”.

Moro fora do pais ha muitos anos, mas tento estar em dia com o que
acontece no cenario artistico nacional. Estive recentemente em visita ao
Brasil e constatei que muito pouca gente tem se preocupado em buscar novos
compositores, com novas idéias.

Méritos multiplos à Simone que lançou um disco agradabilissimo, onde a
novidade esta presente de algumas forma em todas as faixas.

E triste de confirmar que mesmo gente como Caetano, que esta para lançar um disco so com musicas de Cole Porter; ou Milton Nascimento e Djavan, que
cairam num silêncio preocupante, cairam numa monotona falta de criação que,
consequentemente dara mais e mais espaço à famigerada e repetida musica
dita “sertaneja” ou a musibunda dos tchãs e companhia limitada.

Parabéns pelo aguçado criticismo construtivo.

Marcos Roberto Gomes
Valence/França.”

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Pensei que eu tinha elogiado…

Aqui, um exemplo de boas intenções saindo pela culatra. Esforcei-me para ser honesto e bem educado em relação à Daniela Mercury e recebo em troca um críptico e-mail de um certo Mauro Machado. Confesso que não entendi a acusação de subserviência. O contraditório é que as pessoas levam tudo para o lado pessoal, e ao mesmo tempo buscam argumentos “racionais” para me esculhambar. É um velho hábito (muito em voga em debates no Congresso Nacional, por exemplo); se não há fundamentos para rebater a idéia de seu oponente, suspenda a discussão imediatamente e passe a desqualificar o interloucutor. Imagino que o Mauro deva ser uma sumidade em termos de música – posto este que nunca arroguei a mim mesmo, de modo algum. Leia a crítica aqui).

De: Mauro Machado
Data: domingo, 21 de outubro de 2001 16:14
Assunto: crítica lamentável

“Tão lamentável, subserviente, sua ‘crítica’ ao novo trabalho da Daniela Mercury. Dentre tantos absurdos que você escreveu, a comparação com outras cantoras baianas mostra seu desconhecimento musical – e só verificar quem gravou com Tom Jobim e Steve Wonder, para não me estender. Aliás , chega de perder tempo…”

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Pensei que eu tinha elogiado…, parte 2

Ouvi o disco da banda Infierno e, mesmo não sendo o tipo de música que mais me agrada, reconheci a contundência e a competência do grupo (leia minhas impressões aqui). Isso não foi suficiente para a leitora Letícia, que mandou a mensagem a seguir. Uma vez mais, fui interpretado de maneira pessoal e sacaneado quanto a meus “erros de português” (sic), além de ser xingado de colonizado. Reli o texto depois e não vi nada, mas talvez a Letícia seja, além de fã de heavy metal, doutoranda em Gramática.

De: Letícia
Data: quinta-feira, 1 de novembro de 2001 16:23
Assunto: Não gostei e não concordo…

“Fiquei muito decepcionada com a sua crítica do cd da excelente e talvez a única banda original que temos hoje no brasil, a INFIERNO…
Creio que vc não ouviu o cd em um dia bom pois o cd além de ter um som perfeito (o que é uma raridade nos discos de rock hoje no Brasil) a banda tem uma capacidade fantástica de tocar tanto porrada quanto mais leve..e o mais importante de tudo…..CANTAM EM PORTUGUÊS e não escrevem letras falando merda e besteira como um porrilhão de bandas do rock nacional como Raimundos e Los hermanos….
A Infierno pra vc hoje pode não parecer nada demais, mas eu tenho certeza que quando essa banda for descoberta fora do Brasil e os gringos valorizarem um som tão único e original (assim como aconteceu com o SEPULTURA) vindo do Brasil, aí sim todos os criticos irão respeitar a banda…
obrigado pela sua atenção…
OBS:Tá cheio de erro de português no seu texto….quer que eu faça uma critica sobre ele????????????????????
Ass Lê”

Nossa cara metaleira se enquadra no perfil de muitas das pessoas que visitam o Clique vez ou outra: não deve ser leitora habitual do site e chegou à resenha procurando, no Google ou coisa parecida, por notícias sobre sua banda favorita. Daí…

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Outra pagodeira indignada

Essa até foi engraçada. A moça sugere que, além de ser alcoólatra, eu não cuido de minha higiene pessoal. A mensagem levanta aquele velho denominador comum: a voz do povo é a voz de Deus. “Acho que, se o cd fosse tão ruim assim, não venderiam 100 mil cópias em 1 semana”, afirma a rapariga. Várias outras vezes encontrei argumentos semelhantes. Putz, se vender discos fosse sinônimo de qualidade musical, o “Sgt. Peppers” brasileiro seria o “Xou da Xuxa vol.1”! Um velho ditado encerra a moral da história: “Eat shit! Millions of flies cannot be wrong!” Preciso traduzir?

De: Juliana
Data: domingo, 2 de dezembro de 2001 03:11
Assunto: s/n

“Pesquisando sobre Exaltasamba, entrei neste site, e o que li, odiei. Vocês, ou quem escreveu aquilo sobre o Exalta, devia estar bêbado qd escreveu aquilo, falou na cara que o cd é horrível, sinceramente, me decepcionei. Acho que, se o cd fosse tão ruim assim, não venderiam 100 mil cópias em 1 semana, então, peço que, quem escreveu, que escute mais uma vez o cd (q está maravilhoso), pq pode ser, que seu ouvido estava sujo demais e não deu pra vc ouvir direito.
Muito obrigada!!”

Juliana afirna que eu “falei na cara que o CD é horrível”. Quem ler o texto (clicando aqui) vai ver que não foi bem assim.

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A máfia do dendê

A mensagem a seguir talvez tenha sido a mais enigmática de todas, enviada a cerca de minha crítica ao CD ao vivo do Caetano Veloso (leia aqui). Respeito o Caetano e gosto muito de várias de suas músicas, apesar de ter ojeriza a sua persona pública/midiática. Então me chega uma sucinta reclamação, enviada pelo e-mail “oficial” do Caetano no UOL, sem assinatura alguma. O tom arrogante da mensagem – pedindo “satisfações” – me fez crer que a coisa realmente partiu do cantor (ou de alguém de seu staff).

De: trilhosurbanos@uol.com.br
Data: domingo, 9 de dezembro de 2001 15:58
Assunto: Noites do Norte ao vivo

“Só duas estrelas para o cd do caetano?
Me explique melhor, por favor.”

Respondi de forma igualmente sucinta: “Duas estrelas – signifcando cotação: bom.” Não replicaram.

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Daniel radicaliza na ironia

Volta à baila nosso amigo Daniel, agora assinando seu nome todo. Em resposta a minha análise do disco do Netinho, ex-Negritude Jr. (que nem é tão ruim assim – leia aqui), ele mandou um e-mail superengraçado. Se estiver lendo isso, Daniel, saiba: você está no meu coração.

De: Daniel J. Trigueiros(Nenhuma)
Data: sábado, 22 de dezembro de 2001 23:23
Assunto: s/n

“Ainda não tenho o CD do Netinho de Paula , mas , depois da crítica do grande Marco Antonio Barbosa , vou correndo comprar! Valeu , Marcão! A propósito , você toca algum instrumento ? Já estudou música ? Já compôs alguma canção?Deve ser por tudo isso que você critica tão bem os discos…Um abraço.

PS.: Talvez , daqui a alguns anos , você esteja criticando algum CD meu…Aguarde.

E viva o Netinho de Paula!Viva o Alexandre Pires!Viva o Belo!Viva o Luiz Carlos!Viva o Salgadinho!Viva o RAÇA NEGRA!!!Viva o SPC!Viva o Exaltasamba!Viva o Leandro Lehart!Viva o Art Popular!

Enfim , viva a MPB(música P O P U L A R brasileira)de qualidade!E viva eu!!!

E viva o grande , enorme , gigantesco , o monstro Marco Antonio Barbosa , que é fã declarado do RAÇA NEGRA( o maior fenômeno musical brasileiro de todos os tempos , que revolucionou a música nacional nos anos noventa.E que está aí até hoje , contra tudo e contra todos , pois não adianta. O que é BOM
t e m q u e f i c a r!!!
Vem pra ficar , RAÇA NEGRA!!!”

Sobre as perguntas pessoais que ele fez, gostaria de dizer que sim, toco alguns instrumentos, não, nunca estudei música e sim, já compus várias canções. Se é por isso que eu critico “tão bem” os discos, não sei… Desta vez, não me contive e respondi a ele assim: “Ah, mas se o seu disco for igual às porcarias que você gosta, mal posso esperar para ouvir!” Espero não ter pego pesado, mas quem começou o clima “descontraído” foi ele. Imagine só o quilate do disquinho de pagode do jovem.

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Falta Jesus em meu coração

Recebi algumas mensagens sobre minha crítica ao último disco do Roupa Nova, muito ruim por sinal. (Leia aqui minhas considerações.) A melhor de todas foi um longo desabafo de uma fã mineira, que sacou na hora o que falta na minha vida. Jesus, claro.

De: Sandra Regina
Data: sábado, 22 de dezembro de 2001 18:31
Assunto: CD “Ouro de minas”

“Sr. Marco Antonio

Achei simplesmente absurda sua crítica ao novo CD do grupo Roupa Nova, um dos maiores conjuntos da história da musica brasileira e que nunca mereceria tamanho desrespeito e desconsideracao. Em mais de 20anos de carreira o Roupa nova, sempre foi um porto seguro para quem gosta de melodia bem feita, musica seria, arranjos bonitos e vocais bem trabalhados. Nao tem o menor cabimento o que o sr. disse em sua critica, afirmadno que o CD não convence, nao precsisa convencer, o Roupa Nova ja tem um publico fiel e grande e nao precisa de nenhum apoio para dar o seu belo recado.

Saiba o sr., “critico” que deve se achar uma sumidade em musica, que vc está sozinho em seu ataque ao Roupa nova. O sr. já deve ter ouvido falar em Mauro Ferreira, jornalista do jornal O dia, um dos criticos de verdade mais respeitados do Brasil, um jornalista serio e competente (muito diferente do sr.). Pois bem, o sr. Mauro Ferreira escreveu há pouco tempos sobre este mesmo disco, elogiando-o muito e dizendo que o Roupa Nova está cada vez melhpr. Se ele disse isso, quem é o sr. para discordar?

Só mesmo uma pessoa fria, sem sentimentos e emoção, pode não gostar do Roupa nova e de seu trabalho belíssimo. Assim como vc, sr. Marco Antonio. Isso tudo, essa frieza, essa desilusao, só pode ser fruto da falta de Jesus Cristo em seu coraçao. Qualquer pessoa com sentimento verdadeiro se sensibiliza com as melodias e os vocais do Roupa nova.

Ainda há tempo para o sr., Marco Antonio Barbosa, de aceitar a voz da razao e voltar atrás em seu comentário maldoso e cheio de ironia cruel. Aceite o que todo mundo, criticos, musicos e público, tem a dizer sobre o Roupa Nova, um dos grandes grupos de nossa terra.

Responda se tiver condições psicologicas depois disso tudo que escrevi.”

Demonstrando minhas condições psicológicas, respondi o “Obrigado pela atenção e pela audiência” de sempre. Não teve reply.

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A voz da fã oficial

Prossegue a “soap opera” com as fãs do KLB. Em sua longa mensagem, a fã assume que eu sou um velhinho caquético (às vezes me sinto como se fosse…). Em seguida relaciona a suposta qualidade musical do KLB com o fato dos rapazes serem filhos do poderoso empresário Franco. Ora, querida, a qualidade musical é inversamente proporcional ao poder da pessoa que indica o artista… ou seja, quanto mais fodão o padrinho, menos interessante precisa ser o indicado. De novo, a teoria do “faz sucesso porque é bom” é usada; nem comentarei nada. Ela também diz que o grupo deve ser elogiado por sua imagem de “alegria, responsabilidade e maturidade”. Cliquemusic fala de música, não de imagem/comportamento dos artistas. Sinceramente, acho que as coisas devem estar bem ruins, para que dependamos de gente como o KLB para passar bons valores para a juventude. Aqui em casa o negócio não é assim não.

De: Patricia Pegorin Lopes
Data: quinta-feira, 27 de dezembro de 2001 15:57
Assunto: s/n

“Fiquei indignada com a crítica que fizeram ao KLB e ainda classificar o CD deles como péssimo! Absurdo! Ainda colocar um comentário que o CD cheira a mofo!
Não é por nada não, mas esse Marco Antonio Barbosa que fez a crítica deve ter aí seus 85 anos de idade e gostar daquelas músicas “maravilhosas” da sua época, os discos de vinil dele que devem cheirar a mofo!
O que é isso? Mesmo se ele for mais novo, pra escrever críticas em um site (que quando entrei achei super interessante, mas ao ler isso me indignei) de música, deve entender muito de música, assim, saber que o KLB é filho de um dos grandes empresários brasileiros, Franco, que até é elogiado no site quando integrava Os Brasas juntamente com Luiz Vagner Dutra Lopes, e assim, saber também que o KLB possui como integrantes um jovem que com 22 anos de idade, toca violão e guitarra desde o 4, e é admirado pelo diretor geral da Sony Music, por saber (também) dominar as mesas de som como ninguém!!!!
Se vocês não sabiam, não tem porquê o espanto! Kiko, Leandro e Bruno, são e serão, um ícone de música JOVEM pro resto da vida! Ah, tem mais alguns detalhes: o KLB vendeu 1.000.000 de cópias do seu disco (aliás, esse mesmo, tão criticado no site) em apenas 1 semana de lançamento! Se o povo brasileiro tem um gosto meio duvidoso pra música, isso já é de se saber há muito tempo, mas será que 1.000.000 de pessoas tem um “gosto ruim”? Acho que não, né?

Última coisa: nessas épocas de tanta guerra, violência, desordem, etc etc etc artistas como o KLB deveriam ser (e muito) valorizados, por passarem uma imagem pro jovem de alegria, responsabilidade e maturidade. Possuem uma religião, passam sempre na TV mensagens de como a família é importante para vida dos jovens atuais, fora milhares de outras coisas, que se for pra mim citar aqui, meu e-mail ficaria maior do que já está.
Será, então, que com uma juventude tão alienada como está nos dias de hoje, tão dominada pelas imposições da televisão, e de todos os que aparecem nela (atores, cantores, modelos), não se seria de admirar (e não fazer essas críticas tão ruins) que um grupo passa uma imagem tão boa para os jovens, “quebrando” a regra de tanta coisa negativa passada peles meios de comunicação?

Espero que leiam isso, e me respondam, porque do mesmo jeito que tive calma para ler uma crítica péssima de um grupo, no qual, sou presidente do Fã Clube Oficial, vocês tenham calma para ler e responder e minha crítica.

Abraço, Patricia,”

Notem que a moça, num arroubo estilistico jamesjoyceano, encerra o texto com uma vírgula.

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O(s) equívoco(s)

Outro erro comum é gente reclamando da ausência de um ou outro artista no site. Realmente, não dá para incluirmos todo mundo da MPB, pois é muita gente e a equipe (leia-se eu) não daria conta. Hilário é quando os distraídos (ou analfabetos) não notam que o site só fala de música brasileira, como foi o caso desta rapariga aqui:

De: grazieli a. santos()
Data: segunda-feira, 31 de dezembro de 2001 01:18
Assunto: s/n

“Oi…voceis nunca ouviram falar em westlife????? A melhor banda pop de toda a Europa e as primeiras em todas as rádios do Brasil???
È…seria bem interessante voceis começarem a colocar alguma coisa sobre eles nesse site, não só porque eu sou fã, mais tambem porque isso é um erro gravíssimo…
Espero q voceis solucionem esse problema…
atenciosamente…
Grazieli”

Como visto, o “problema” não é bem com a gente…

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O Infierno são os outros

Outra fã do Infierno – que parece ser bem popular com as menininhas… – reclama de minhas mal-traçadas. Vê-se no texto da jovem a preocupação com a cotação do disco, as malditas estrelinhas. Ninguém parece dar a mínima importância para o que está escrito; se as estrelinhas não indicarem “excelente”, a revolta cresce. Mais uma de minhas implicâncias com a crítica de música, essa coisa de estrelas, de classificação. Quanto à responsabilidade, fiquei sem entender o que ela quis dizer. Quer dizer que se eu detonasse a banda, mas colocasse quatro estrelas, isso seria responsável? Dâaaaaaa…

De: Liliana
Data: terça-feira, 25 de dezembro de 2001 03:06
Assunto: crítica e responsabilidade

“Para equipe do Cliquemusic:
Vocês colocaram uma pessoa para fazer crítica de um CD de rock pesado (da banda Infierno), que, pelo visto, não gosta desse tipo de som. O tal Marco Antonio Barbosa não apontou qualquer desmerecimento, falha, falta de qualidade… Ao contrário, a crítica mostra que o disco e a competência da banda são irrepreensíveis. Mas a cotação “BOM”, “duas estrelas”, deve ter ficado por conta do gosto pessoal dele. Se não soube apontar defeitos no disco, qual o critério dessa cotação? Em geral quem tem o espaço e o poder da crítica não se preocupa muito com a responsabilidade sobre o que escreve. Cliquemusic vai nesse mesmo barco?
Liliana Castro”

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Susan e os Lima

Travei um interessante diálogo com a (suponho) jovem Susan, admiradora da Família Lima. O disquinho dos caras é chato, chato… (clique aqui e leia). Susan não gostou do que eu disse e rebateu assim:

De: susanr
Data: sexta-feira, 18 de janeiro de 2002 10:01
Assunto: s/n

“Vc entende de música? toca algum instrumento, estudou?”

Mesmo prevendo que viria merda adiante, respondi apenas “Sim”. Ela retrucou:

“É que eu vi sua crítica sobre a Família Lima, no clique
music, e os acho muito profissionais, desde criança
tocam, tocam muito! E o bom é que eles tocam de tudo
desde o Clássico até o samba e o forró.
E não gostei muito de sua crítica.”

Repliquei dizendo que no meu texto (clique aqui e leia) eu ressaltei o ecletismo dos caras e também o profissionalismo. Ela mandou de volta:

“Sim, mas vc colocou que o estilo deles não era bem
definido, e acho que não há uma definição mesmo à eles,
tocam tudo que ouvem e gostam.
Um abraço.”

Civilizada, enfim, apesar de seu gosto duvidoso.

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Panque que é panque…

Outra mensagem que não tem a ver com críticas, mas inclui aqui por ser engraçada. O cara reclama sem se tocar que o site só fala de brasileiros. Cá entre nós: depois criam todos aqueles esteréotipos em torno dos punks, mas não é de graça. Notem a verve, a coerência e a elegância do garoto:

De: Gustavo Ramires Fernandes
Data: sábado, 19 de janeiro de 2002 13:49
Assunto: s/n

“Puta que pariu!! Este site é uma bosta!!! Na Parte sobre Musica Punk Rock, Ramones n!ao é sitado!! Na busca não acha nada sobre o Ramones, nem sobre a morte de Joey Ramone, isto seria um boicote??? Muito estranho…”

Minha resposta foi: “Sem comentar sua falta de educação e seus erros de português, vale notar que você não prestou atenção a um detalhe: Cliquemusic só trata de artistas brasileiros. Por isso o “boicote” a Joey Ramone.” Não houve reply.

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Gratuito

Ataques totalmente gratuitos também ocorrem. Leiam por exemplo este aqui, enviado sem quê nem porquê:

De: Adriano (Bueno Acessoria s/a)
Data: sexta-feira, 25 de janeiro de 2002 22:27
Assunto: s/n

“Acho que esse tal de Marco Antonio Barbosa é um tremendo de um babaca e não entende nada de musica é anti ético e burro ainda por cima, acho que deviam tomar mais cuidado em selecionar um jornalista, porque acho que ele leva para o pessoal e não para o profissional.

Tem muito o que aprender o ¨Garoto¨.”

Já o “garoto” Adriano tem de aprender ao menos uma coisa: assessoria não se escreve com “C”.

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Vavá se danar!

Reclamação sobre o crítica ao Vavá, a primeira bola preta na história do site. Leia aqui a crítica e agora veja o que a fã pensa:

De: Taise de Marchi
Data: domingo, 27 de janeiro de 2002 17:27
Assunto: s/n

“eu não acho que a sua crítica tenha sido das melhores sobre o Vavá,
acompanho-os desde o início da carreia, e na minha opinião, o cd dele solo,
está melhor do que qdo ele estava no gurpo Karametade…”

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Por falta de Roupa Nova, passei o ferro na velha

Meses depois da crítica ter sido posta no ar, outro fã do Roupa Nova me escreve. Este não tem discurso evangelizador (apesar de, aparentemente, gostar de música gospel) e parte logo para a agressão.

De: ISRAEL COSTA FROES
Data: quinta-feira, 31 de janeiro de 2002 13:00
Assunto: Crítica!!!

“Saudações,

Vi sua crítica no cliquemusic sobre o disco do Roupa
Nova, vc realmente deve entender muito de MPB e
arranjos musicais, ñ é mesmo? Pois eu considero vc um
especialista em AMPB (Analfabetos da Música Popular
Brasileira) tu é doido? criticar o Roupa Nova? Eles
pegaram essas músicas e fizeram arranjos fantásticos,
os caram vivem fazendo participações em discos de
muitos artistas, inclusive no meio gospel. Eu vou
eleger vc o fundador da AMPB, gostou analfabeto?

Tchau MALA!!!”

Enfim, esse tipo de comentário me faz questionar seriamente a validade de se escrever críticas de discos. Você ouve o disco – na maioria das vezes por pura obrigação – senta para escrever, tentando ser o mais isento possível, mostrando as razões pelas quais tal disco pode ser considerado bom ou ruim. E aí vem um fã, dispara um monte de impropérios e diz: “É bom porque EU GOSTO e acabou!!!” E acabou mesmo. Como vai se competir com esse tipo de “argumentação”? Outra coisa: por que diabo as pessoas só se dão ao trabalho de escrever para discordar? Nunca ninguém concordou comigo em texto algum?

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Theco-theco’

Uma reggaeira (existe isso?) questiona minha opinião sobre a banda Natiruts. Apesar de eu ter tentado ser simpático, devo ter deixado transparecer que achei o CD chato (julguem vocês mesmos lendo aqui).

De: regina
Data: quinta-feira, 31 de janeiro de 2002 16:46
Assunto: s/n

“Sr. Marco, lendo a crítica que o sr. fez ao cd Verbalize da Banda Natiruts, um dos seus comentários foi totalmente sem pé nem cabeça… Quando o sr. diz que as músicas do cd não saem do theco-theco, queria lhe informar que o reggae de raiz é assim, somente neste ritmo. Mas, quando eles mudam um pouco o estilo de música como na música Homem do Povo, é que existem diversas influências musicais que se originaram dos próprios integrantes, sendo assim, eles tocam diversos ritmos de acordo com o gostto de cada um deles.
Está certo que eles everiam tocar somente o reggae, pois é a sua especialidade; mas o próprio ritmo do reggae permite que as bandas desta categoria toquem ritmos parecidos como o rock.
Obrigada pela atenção dispensada.
Ana”

Por incrível que pareça, eu sei que o reggae de raiz não sai do “theco-theco”. Não foi mais ou menos isso que eu escrevi na crítica?!

+++++++++
Fã do Brasa

O tão aguardado “Acústico” do Roberto Carlos me decepcionou. Estava esperando um disco maneiro, vigoroso, roqueirão, e vem um álbum de arranjos mornos, mal mixado (a voz do cara está muito mais alta que os instrumentos) e com um Roberto cantando sem disposição alguma. Comento sobre isso aqui e logo vem a mensagem dupla de um fã.

De: alex (autonomo)
Data: sexta-feira, 1 de fevereiro de 2002 21:15
Assunto: s/n

“e lamentavel a crotoca deste sr. sobre o disco amor sem limite do roberto acho
que ele deve ser mau amado”

Enigmático, não? Acho que com “crotoca” ele quis dizer “crítica”, mas deve ter digitado errado. Ou não, sei lá. Gozado é que esse disco “Amor sem Limite” nem fui eu quem fiz a crítica, eu nem trabalhava no site ainda. Minutos depois, chega a segunda mensagem:

De: alex (autonomo)
Data: sexta-feira, 1 de fevereiro de 2002 21:55
Assunto: s/n

“que o roberto esteja sem motivação tudo bem
mas o cd é excelente

a critica esta sendo dura demais não acham”

Duras, meu amigo, só as penas da lei…

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Jerry Lewis

Quando chegou o e-mail com o assunto “Comediante”, já abri com o pé atrás. Na mensagem, o rapaz acha-se indignado com meus textos de maneira geral, mas não se expressa muito bem. Começa falando em “comentarios satirizando o CD desses pobres coitados que trabalham duro para gravar um álbum”, e logo em seguida cita o Roberto Carlos. Pobres coitados?!

De: Ricardo Augusto
Data: sexta-feira, 8 de fevereiro de 2002 00:54
Assunto: comediante

“Parabens!

O sr. é um ótimo comediante, eu me mato de tanto rir quando leio seus comentários satirizando o CD desses pobres coitados que trabalham duro para gravar um álbum, e ter esses seus comentários maldosos, não vi nenhum CD aprovado por voce no site, todos vc xinga, e discrimina, da pior forma possivel, nao sei do que vc gosta (ritmo), mas vc precisa “se tocar”, nao é porque vc nao gosta de determinado ritmo que vc vai menosprezar, ridicularizar, entre outras coisas, acho uma verdadeira PALHAÇADA seus comentários ridículos, isso nem devia ter no site, vc acaba com qualquer ROBERTO CARLOS com seus pobres e infelizes comentários, despreza artistas, cantores, produtores, etc.
Como se eles nao fossem nada, e estivessem só brincando de lançar CDs, o que da muito trabalho, chegando a demorar quase um ano para sair, e ter seus tristes comentários cômicos e satirizados, isso parece brincadeira, todos CDs, sendo ridicularizados e rebaixados a praticamente nada, qual é o seu trabalho? Denegrir a imagem de artistas e pessoas do meio musical, vc precisa tomar mais cuidado com o que fala, nao é porque vc nao gosta da maioria dos ritmos que vai denegri-los no site, acho o site CLIQUEMUSIC muito bom, mas eu ainda nao conhecia essa parte dos seus comentarios maliciosos a respeito dos artistas, nao sei bem mais o que falar, mas o recado esta dado, vc devia avaliar todos os cds, e elogia-los, mesmo que nao goste, nao elogie só os ritmos que vc gosta, ou quem talvez te pague por fora…

Ricardo”

Ricardo certamente não é leitor assíduo do site, pois eu já elogiei inúmeros CDs – seria impossível o contrário, visto que desde maio de 2001 eu ouvi, por baixo, uns 250 discos para o Clique. Absurdo seria dizer que todos são ruins. Agora, seus comentários deixam transparecer uma visão equivocada da profissão de jornalista musical. Ele acha que sou um vagabundo (“qual é o seu trabalho?”) que ganha dinheiro mole para ouvir discos e esculachá-los. Sugere que sou corrupto (“ou quem talvez te pague por fora…) e termina proclamando a inutilidade da crítica (“vc devia avaliar todos os cds, e elogia-los, mesmo que nao goste, nao elogie só os ritmos que vc gosta”). Um belo quadro, enfim.

Respondi a ele com o “Obrigado pela atenção etc.” de sempre. Ele – bem-humorado, afinal – replicou: “Vc tem bastante senso de humor, parabens, mas nao gostei de alguns comentarios feitos a alguns cds.”

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…Queopariu…

…Só falando assim mesmo, para ter paciência com a histeria das KLBzetes. A senhorita aqui usa dois pesos e duas medidas: gosto não se discute, desde que todos gostem do KLB. Quem não gostar tem que ficar quieto, ou então se sujeitar a xingamentos e ameaças. Hitler e Stalin teriam muito a aprender com essas cândidas meninas.

De: Rani
Data: domingo, 10 de fevereiro de 2002 21:50
Assunto: KLB

“Eu acho que você teria que ter um pouco mais de respeito com os outro.
Se você não gosta do KLB não reclame , por outro lado fique calado que ganha mais. Saiba que gosto não se discute e cada um tem o seu, então não fique falando mal deles.
EU AMO ELES e se vc não gosta fique quieto e não xingue eles, pois muita gente gosta.
Tenha um pouco mais de respeito com eles e com quem gosta deles.”

++++++++++++++
Hail Humberto!, etc.

Dois e-mails quase simultâneos vieram a respeito do último disco dos Engenheiros do Hawaii. O disco é chato, mas sei que a banda tem lá seu valor, por isso não esculachei nem nada, como pode ser lido clicando-se aqui. Minha diplomacia não foi suficiente para agradar aos fãs de Humberto Gessinger & cia – fãs estes os quais eu jurava estarem em franco processo de extinção. Nada, eles existem e não admitem que se fale um ai sobre os Engenheiros, que não seja para reconhecê-los como o único grupo de rock que vale a pena no mundo. Note-se, na primeira mensagem, que o fã deve achar as letras de Gessinger profundissimamente filosóficas, encerrando complexas verdades sobre o mundo de hoje. Ao final (e também no subject do e-mail), o leitor joga o mais antológico dos curingas da falta de argumento. “…Mesmo não gostando (ou não tendo capacidade de entender)…” Leia-se: quem gosta (como eu) é inteligente; quem não gosta é porque não compreende (é burro, como o crítico). Numa demonstração de “fair-play” e superioridade, o garoto encerra com um singelo “[]s”, como dizendo “perdoai-o, Senhor, etc.”

De: latdias@terra.com.br
Data: domingo, 10 de março de 2002 09:57
Assunto: burrice

“Antes de comentar Engenheiros do Hawaii o sr deveria prestar mais atencao
ao inves de usar termos como idiossincráticas pra ser (ou parecer) inteligente perante seu
diminuto público, deveria perceber que letras como NEM + 1 DIA falam coisas coerentes e inteligentes,
tente lê-la de novo, ouvi-la de novo, e perceber “TECNOLOGIA, como o senhor citou,
entre outros equívocos no seu texto infeliz e parcial, pra nao dizer outra coisa.

É uma pena que a mídia e a crítica brasileira continue usando Humberto Gessinger como Judas
e enaltecendo trabalhos dos “brilhantes” (e plastificados) Jota Quest, Raimundos, O Surto entre outros
fazendo assim, a cabeça de jovens alienados e bitolados.

Duvido, sobretudo, que músicos e críticos desse calibre possam sobreviver à margem da mídia
tão bem, e tanto tempo como a 17 anos sobrevivem Engenheiros do Hawaii.

Sobrevivem tanto, que o senhor, mesmo nao gostando (ou nao tendo capacidade de entender)
é obrigado, vez por outra, a comentá-los e publicá-los.
Chega a ser irônico.

[ ]’s
LuizDias
latdias@terra.com.br”

Minha resposta usual (“Obrigado, etc.”) gerou, em um reply, mais xingamentos (e uma ameaça velada).

De: latdias@terra.com.br
Data: domingo, 10 de março de 2002 23:13
Assunto: Re: burrice

“quanta arrogancia meu caro Marco
a audiencia não é pra vc
é pros Engenheiros do Hawaii!
Prepotente e parcial mais uma vez
Se cuida!
Um abraço”

Acho que o sujeito queria que eu rebatesse as palavras, para que ele pudesse prosseguir me mostrando o quanto os Engenheiros são geniais. E eu lá iria dar esse gostinho a ele?! No mesmo dia, recebi outra mensagem, aham, “discordando” da crítica a “Surfando Karmas & DNA”. Mas sei lá, acho que discordar nem se aplica à grotesca tentativa de polêmica que a pessoa estava buscando. Pelo teor obsceno da mensagem, pela evidente confusão no raciocínio e pela extrema falta de bons modos (sem falar nos patéticos erros de grafia), devo assinalar: temo, e muito, pela sobrevivência dos Engenheiros. Afinal, se este tipo de gente é o público deles agora, Seu Humberto deve se sentir como que pregando no deserto.

De: Fã Clube Perfeita Simetria
data: domingo, 10 de março de 2002 10:54
Assunto: SK&DNA Gosto = ?

“Caro crítico, venho através deste e-mail para fazer um comentário sobre a
sua crítica do novo trabalho dos Engenheiros do Hawaii que é o Surfando
Karmas & DNA.

Não sei se já ouvir falar este ditado, “mas gosto é que nem cú, cada um tem
o seu”, ou seja, se você não tem o dom e o poder de persepção de boas
musicas, nós fãs não temos culpas, e se quiser uma ajuda, podemos até
procurar médico para tratar do Sr., pois sabemos que você é fraco da cabeça,
pois falar que não gosta dos Engenheiros é = a não ter cabeça para
raciocinar, pois não sei vocÊ você tem a capacidade, mas as musicas de
Humberto Gessinger faz raciocinar e acho que não consegue fazer isto (sinto
muito).

Provavelmente você deve ficar andando todo social e cantando musicas que
não te de de o trabalho de pensar, ou seja, musicas (isto é, se for musica)
que não fazem pensar, aquelas que tem somente refrão do tipo “maionese, bate
bate maionese”…. que lindo o Sr. cantando e rebolando cantando
maionese..nossa, você deve se amarrar em techno funk, pois também não faz
pensar, ai você começa a gritar assim: “Olha a panhoma, cural, pamonha,
cural” até mesmo quando vocÊ ve sua mulher (não sei se você teve a
capacidade de reciocinar para aceitar um casamento, mas ai você alguma
indivídua e grita: “Vai poppozuda”, “so as cachorras”. Mas se um dia alguém
quiser se auto-destruir, basta escutar os seus queridinhos cantando, “seu
guarda eu não sou vagabundo”(que é musica dee CORNO), ou até mesmo escutar
aqueles infelizes do Sandy e Junior que só sabem traduzir letras
internacionais e ficar chorando em um microfone!

Resumindo: Críticos são todos uns desocupados fofoqueiros!..sendo mais
claro, VAI SE FUDER, ARRUMA O QUE FAZER, UM EMPREGO DESCENTE SEU DESOCUPADO!

Desejo tudo de PÉSSIMO ao mesmo!”

Note que, uma vez mais, é sugerido que eu gosto de música baiana (e funk, e Sandy & Junior, e Bruno & Marrone). E também, outra vez, que eu seria um desocupado sem emprego “descente” (sic!). Fazendo coro com o primeiro fã, o “Fã Clube Perfeita Simetria” atribui ao meu retardamento mental o fato de eu não gostar dos Engenheiros. Afinal, sou “fraco da cabeça”.

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Bombardeio de efeito retardado (sem ofensa)

E eis que, a partir do dia 16 de março, começo a ser enxovalhado por mais uma saraivada de mensagens de fãs do KLB. Exatos cinco meses depois da crítica ter sido publicada! A única explicação possível é que uma fã deve ter lido só agora, emputeceu-se e comentou com as amigas, que leram, emputeceram-se, comentaram com as amigas… O tom das mensagens, em geral, é muito agressivo. Comecemos com o e-mail de uma certa “Sabszinha”.

De: Sabszinha
Data: sábado, 16 de março de 2002 18:22
Assunto: Oi

“ce você fosse crítico de verdade, você naum deveria dar sua opinião pessoal na resenha sobre o cd do KLB.
Isso influencia a quem irá comprar o cd! Ou você ta loko pra que ninguém mais compre no Cliquemusic fazendo uma resenha dessas? Só pode né!!!
Como vc é burro cara. me desculpe… Mais isso é falta de respeito com quem vai comprar cds no cliquemusic …
NÓS fãs do KLB naum precisamos de criticos como você pra dizer p/ nós se o KLB é bom ou ruim….. Então essa resenha estúpida que vc fez entrou por um ouvido e saiu pelo outro como o própio Kiko disse uma vez, quando foi perguntado sobre quando eles lêem criticas desse tipo como a sua. Por isso PENSA antes de falar merda ok.

té mais.
bye. ”

A descontar os impropérios, a jovem comete um erro comum (achar que o Clique vende CDs). O engraçado é a preocupação genuína com a influência que minhas palavras possam ter sobre um potencial comprador do CD do KLB. Não se preocupe, Sabszinha: mirando-se no seu exemplo, dá para ver que quem gosta do KLB beira o analfabetismo.

A proxima fã exibe mais racionalidade e educação. Mas cai na esparrela do “sucesso = genialidade”. No final, ela me recomenda escutar com muita calma o CDzinho do trio e “engulir” (sic) suas milhares de fãs. Querida, tudo o que eu queria é que minhas preocupações se resumissem a “engulir” fãs do KLB…

“De: Bianca
Data: sábado, 16 de março de 2002 19:45
Assunto: KLB

Oi, me chamo Bianca e venho através desse e-mail criticar sua crítica. Vi uma resenha sua no Clique Music sobre as pessoas mais importantes da minha vida. Respeito sua opinião, mas como fã, não aprovo.
Acho q além de qualidade musical, o KLB tem talento suficiente pra conquistar tudo q conquistou. O segundo CD já vendeu cerca de UM MILHÃO de cópias.
Não sei se entendeu, mas eu disse UM MILHÃO. Vc é profissional, muito bem, parabéns ! Mas não agiu profissionalmente colocando sua opinião pessoal na crítica.
Cara, vc tem q ir pelo lógico: dois milhões e meio de cópias vendidas do primeiro e segundo CDs. Cerca de 20 shows por mês. Mas de 300 fã-clubes…
Viu, não adiantou nadinha sua crítica. O KLB é sinônimo de SUCESSO. Não é uma crítica de quinta q vai acabar com o sucesso de pessoas maravilhosas, talentosas, e q com certeza, com ou sem vc, vieram pra ficar.

O melhor q vc tem a fazer, colega, é comprar um CD, do KLB, é claro, escutar com muita calma, se informar sobre vida deles e engulir não só eles, mas eu e milhares de fãs.

Valeu !

Bianca Smith.”

Em seguida, veio o longo e-mail (atachado!) que mostro agora.

De: francine fernanda franco
Data: domingo, 17 de março de 2002 08:10
Assunto: minha opiniao

“Estou estarrecida com sua resenha, como uma pessoa pode falar tanta besteira junta. Não acredito que vc seje alguém de grande respeito, pq tanta raiva de um grupo que se inspirou em um dos melhores grupos de todos os tempos???? Ou vai me dizer que nunca gostasse do Bee Gees????
Se você acha que RPM era de gosto duvidoso, imagina então Rita Lee, também posso dizer que era de gosto duvidoso!!!! Vou lhe fazer uma pergunta os roqueiros não cantam musicas falando sobre este sentimento??? Acho que é isso que falta na humanidade amor!!! É muito bonito ver jovens falando de amor!!!!
Com certeza você deve ser daqueles que aderem as musicas que fazem apologia as drogas, não tem nada a ensinar aos jovens a não ser um monte de palavrões cabeludos. Você deve ser fã de artistas do mesmo estilo Eminem que incentivam os jovens a cometer estupros. Você sabia que Kid Abelha também tem letras bregas falando da maneira mais brega possível sobre amor, não venha me dizer que as letras deles são complexas, porque não são. Rita Lee também cantou letras horrorosamente bregas. Se bem que tudo o que vem desta é horrível, quando ela cantar algo que seje digerível, que não seje algo tenebroso ao ouvido humano, me avise que farei questão de ouvir.
O BSB é uma porcaria comparada ao KLB, venhamos e convenhamos, eles são jovens que sabem que as drogas não iram leva-los a lugar algum, eles são alem de tudo ótimos instrumentistas coisa que backstreet boys não passa nem perto, então portanto não compare o KLB com um grupo qual você não conhece direito. O KLB também não faz da dança prioridade tanto é que eles teêm dançarinos, eles não dançam, já BSB fazem coreografias sexys para seduzir as fãs.
Portanto antes de compara-los a boy bands pesquise muito bem, pois eles são bem diferentes, boy bands só cantam e dançam. Quanto ao fato deles serem breganejos como você diz, tenho que lhe aplaudir, pois és um critico de uma incompetência invejável, pois não vejo nada neles que seja comparado aos sertanejos.
Sabe o que você me parece ser??? alguém que queria estar no lugar deles, tendo o mesmo sucesso, vc não passa de mais um invejoso, que quer a fama, o dinheiro e a mesma quantidade de mulheres que eles teêm nos pés deles.
E que eu saiba Rita Lee esta tentando voltar a mídia sem muito sucesso, já que os jovens querem algo novo que tenha um conteúdo mais atualizado, coisa que a mesma não tem. O Kid Abelha também esta numa faze em que suas musicas estão parecendo algo totalmente sem nexo.

Francine Fernanda Franco – 19 anos
Joinville/SC”

Em meio a uma salada que relaciona, sem quê nem porque, Rita Lee, Kid Abelha e Eminem (!), a garota me acusa de invejoso. Não acho que minha inveja (real, admito) da “quantidade de mulheres” do trio tenha influenciado a crítica. Ela incluiu um lembrete: “Espero que voce aceite minha opiniao com muita maturidade, sem me falar desaforos!!!!” Mandei o “Obrigado etc.” e, fazer o quê, fui rechaçado. “Me desculpe, mas esperava uma resposta mais inteligente, ops desculpe!!!!!! esqueci que vc eh desprovido de inteligencia!!!!!!!”, replicou Francine.

Alguns dias depois, mais uma mensagem. A garota entrega o jogo e me adverte que “muita gente está com raiva de mim”. Pronto, agora eu perdi o sono de vez!

De: Bordotti Idalina-WIB036
Data: terça-feira, 19 de março de 2002 15:58
Assunto: opinião

“Sei que aquela critíca quanto ao cd do KLB é sua opinião sobre o grupo, mas por que não procurar saber mais sobre o grupo ao invéns de criticá-los somente por ter ouvido o cd dos garotos?
Sou híper fã do Grupo e me orgulho disso, pois pelas vezes que pude conversar com eles, me trataram super bem. É de pessoas assim que o Brasil precisa, pessoas com educação, pessoas merecedoras do Sucesso e do Talento que têm.
Por que vc não experimenta ir à um show dos garotos, pois tenho certeza que vc iria mudar de idéia qto a eles.
saiba que tem muita gente com raiva de vc por essa crítica, pois as fãs do KLB são muito unidas, já eu tenho dó de vc, pois vc não tem o mínimo de talento desses garotos, não tem o sucesso e nem o dinheiro que eles têm, deve ser por isso que vc está achando que eles não são dignos de tudo isso, vc está é com inveja, como boa parte dos brasileiros.
saiba que KLB já é sucesso em outros países sem mesmo lançar carreira internacional.
Eles são D+++++
Espero que tenha aprendido a lição….

**Idalina**®
:0)”

Realmente, Idalina, é de pessoas assim que o Brasil precisa. Três filhinhos de papai pré-fabricados, a regurgitar clichês bregas e fazer caras & bocas para as menininhas. Esse tipo de talento, realmente, eu não tenho e dispenso solenemente. Aprendi, no entanto, uma lição. As pessoas são extremamente carentes e superprotetoras em relação a seus ídolos. Ao ponto de uma mísera resenha negativa, publicada em um veículo de expressão e alcance mínimos – pelo menos, em comparação com a TV, rádio e jornais – desencadear uma verdadeira onda de ódio. O que mais essas garotas querem? Os caras já não são amados, famosos, bonitos, ricos, & o catzo a quatro? Por que se incomodar tanto com a opinião de alguém “sem talento, sem dinheiro, sem sucesso”, como eu? É muita carência.

Continue a ler os posts do chutemocritico em https://telhadodevidro.wordpress.com/chutemocritico-2/

4 Comentários em “Chutemocritico – Os arquivos completos do blog de hatemail mais famoso da crítica musical brasileira!”


  1. É constrangedor que haja gente querendo ver algum valor cultural ou artístico a nomes da mediocridade musical como Exaltasamba, Sorriso Maroto, Belo, Só Pra Contrariar e, no âmbito “rural” (leia-se coronelista), Chitãozinho & Xororó, Zezé Di Camargo & Luciano, Leonardo e Daniel.

    Quero contestar a internauta Juliana quanto à idéia que ela colocou de que o valor de um ídolo está no “sucesso”, na “popularidade estrondosa”. Isso seria o mesmo que dizer que o Renan Calheiros é um dos maiores estadistas do país porque foi eleito senador com milhares de votos. Juliana não falou em “cultura do cabresto”? Certamente, não tem as caraterísticas de cem anos atrás, do voto imposto, mas hoje o “voto de cabresto”, a “cultura do cabresto”, que é a ideologia da quantidade de otários aderindo a alguma coisa – normalmente por imposição das redes de TV (que impõem qualquer coisa, independente de qualidade: se os Ratos do Porão estivessem na trilha da novela da Globo, no Caldeirão do Huck e no Faustão, até empregada doméstica estaria cantando “Crucificados pelo Sistema”, por exemplo) – representa o poderio dos donos dos meios de comunicação.

    A impressão que se tem é que Juliana não é mais do que marionete da Rede Globo de Televisão, porque foi só o Exaltasamba aparecer no Faustão com todo o pedantismo musical do grupo (mais a bajulação barata ao Jorge Aragão) que ela saiu em defesa desse terrível grupo, cujo som para mim é no mínimo ridículo de tão brega. “Badabadá”…Argh!!

  2. Euler Says:

    Como faço pra mandar uma música para o Bart, grande amigo da faculdade, pra ele comentar? Só tem um problema… a música está no forno e não pode vazar de jeito nenhum, por enquanto.

    Fala Bart! Que saudade! Já viu os vídeos do Mané Sagaz no You Tube?

    Grande abraço!
    Euler

  3. Idetrorce Says:

    very interesting, but I don’t agree with you
    Idetrorce

  4. meire Says:

    achei horrivel da maria paula do cassetae planeta ,fazendo sinal obseno para um paparazzi,se ñ quer ser fotografada ñ saia n rua e nem entre pra fama … e isso emuito chato pra ela


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