Entrevista com Bruno Levinson, em torno do livro que ele escreveu sobre Marcelo D2. Publicado no Jornal do Brasil, 13/09/2007.

Um vacilão com caráter – eis o resumo da personalidade de Marcelo D2. Quem traça esse esboço é Bruno Levinson, jornalista, produtor cultural e amigo íntimo do homem que fundou o Planet Hemp e emplacou a mistura de rap com samba nas paradas de todo o país. Levinson é o autor de Vamos fazer barulho, primeiro livro sobre a vida e a obra de D2. Personagem e escritor lançam o volume (Ediouro, 240 páginas) na Bienal Internacional do Livro, sábado, às 19h30.
– Marcelo é um canalha! – brinca Levinson. – Dou um exemplo: ele mesmo me garantiu que faria o prefácio do livro. E não entregou! Vai sair sem o texto dele. Por outro lado, é um cara coerente, ético. É afetuoso e trabalha pra caramba.
Com o subtítulo Uma radiografia de Marcelo D2, o livro desvia-se da biografia convencional ao apostar em entrevistas no esquema pingue-pongue – com o próprio D2, as mulheres de sua vida, a mãe e o empresário Marcelo Lobatto. Depoimentos de outros artistas e personalidades do meio musical completam o panorama.
– A idéia era mostrar como o D2 é por dentro, daí o termo “radiografia”. E também tem um componente pessoal meu muito forte no texto – narra Levinson, que conhece o cantor desde antes da fundação do Planet e abrigou em seu festival, o Humaitá Pra Peixe, os primeiros shows importantes, tanto do grupo, quanto de D2 em carreira solo.
As múltiplas polêmicas que o cantor acumulou ao longo da carreira são abordadas com franqueza (leia trechos do livro no quadro ao lado abaixo).
– Falamos de drogas, da relação que ele tem com dinheiro, dos defeitos – conta o autor. – D2 é um sujeito que não nega a si mesmo. Com ele, o papo é reto, sem enrolação. Essa mesma característica fez o cantor acumular alguns desafetos pelo caminho.
– Os membros do Planet Hemp não quiseram dar depoimento para o livro. Respeitei isso, não quis forçar a barra, mesmo porque também sou amigo deles – diz Levinson.
Em cerca de 15 anos de carreira, D2 foi de maconheiro perseguido pela lei ao atual status de músico inovador, empresário de moda e queridinho da mídia. Levinson diz que o caminho não mudou o homem:
– Na verdade, ele é isso tudo e muito mais. A fera não foi amansada: tornou-se mais complexa.
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Maconha (e mais), cadeia, sucesso: trechos do livro
Drogas
“Eu não lembro a primeira vez que vi maconha. Mas era comum. (…) Hoje em dia se fuma muito mais. Os moleques ficam lesados! (…) Lembro uma vez que acordei numa ressaca na casa de uma amiga. Uma puta bad trip. No dia anterior eu estava doidão. Fiquei mal, mas não demorava muito e já tomava outro ácido (…) Estávamos curtindo. Eu queria ser um doidão e ter uma banda. Nessa época eu fui.”
Planet Hemp x carreira solo
“Quando fui fazer meu primeiro disco solo, ele (o baterista do PH, Bacalhau) deve ter se sentido ameaçado. Aí (…) a gravadora me ligou querendo saber o que estava havendo. Se eu tinha saído da banda (…) Quando a gente foi gravar, todo mundo estava naquela de reclamar de tudo. Eram nove na banda. Os caras saíram. O Zé (DJ Zé Gonzales) e o Gustavo ficaram meio bolados, achando que não mereciam. Fiquei brigado com toda a galera, mas é isso mesmo.”
A prisão, em 1997
“(…) Começou o boato que a gente ia ser preso, começaram (sic) a ter shows cancelados. (…) Voltamos para o camarim (…) e o cara (o delegado que prendeu a banda) estava se achando o Rambo. (…) Levaram a gente pra uma cela com chão de cimento, frio pra caralho… Ficamos sete dias lá. Cinco dias sem sair da cela.”
Sucesso, grana, fama
“Hoje o cara da padaria, da farmácia, do mercado me conhece. Ando na rua e todo mundo me chama. (…) Sinto uma certa carga de olho gordo. Mais dinheiro significa mais problemas. (…) Sonhar mais? É lógico. Eu tenho um carro, mas se eu posso trocar por um melhor, o dinheiro não vai me fazer falta. Qual o problema?”
Tags: biografia, bruno levinson, marcelo d2, planet hemp

Outubro 25, 2007 às 5:25 pm
adorei seu livro e tenho vc como exemplo de vida e de superação,sou sua fã estou fazendo um trabalho sobre sua vida sou de uma comunidade pobre chamada santa cruz que fik no rio de janeiro na escola liberdade seria bom se vc viesse pra falar sobre seu exemplo de superação te adoro bjos pra vc
Fevereiro 26, 2008 às 2:02 pm
AMo ELE!
mARCELO D2!
EU TI AMo!
”vAMo FAZE BARULHO AEE”
”o CAMINHO EU SEI QUE É LONGO MAIS SOU PERSISTENTE pÓSSO CAIR,LEVANTO E CONTINUO EM FRENTE!
TI AMo!
Maio 11, 2008 às 3:09 pm
D2 adoreiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii é do C&%$%$# seu livro!!!
Parabens ao escitor também!!!
Vc é lindo, talentoso e etc………………………..
Pena que não tem e-mail rsrss
Junho 22, 2008 às 4:24 am
Acho bacana o cara ter peito de falar sobre tudo o que aconteceu com ele, gosto ainda das musicas da banda, por que falam a verdade, como por exemplo, que o ser humano tem livre arbitrio para scolher seus caminhos sem precisar de uma manipulaçao controladora.
Agosto 7, 2008 às 1:18 pm
eu achei muito fera…….
;]
Janeiro 8, 2009 às 8:35 pm
ESSE CARA É UM OTÁRIO QUE APOIA AS DROGAS, ELE DEFENDE ISSO PORQEU TEM GRANA PRA COMPRA, MAS OS POBRES QUE VÃO NA IDEIA DESSE OTÁRIO SÓ VÃO TOMA NO CU PORQUE NÃO TEM DINHEIRO PRA SUSTENTAR AI VAI ACABAR MORTO OU PRESO. PRA MIM NÃO PASSA DE UM PLAY BOY FILHA DA PUTA!!!!!!!!. QUE NÃO PENSA QUE ELE INFLUENCIA MUITA JOVENS. QUERO QUE ELE SE FODA COM ESSA PORRA QUE ELE DEFENDE QUE É A DROGA.
(RACIONAIS MC’s)
Março 13, 2009 às 5:25 pm
O D2 E FODA ELE VAI DO ROCK A SAMBA SEMPRE SENDO O MELHOR JA GANHOU PREMIO DE MELHOR CANTOR DE ROCK MELHOR CANTOR DE MPB O CARA E FODA NÃO TEM PARA NINGUEM!!!!!!!!!!!!!!
Maio 16, 2009 às 2:51 pm
D2,eu te adoro,você é d+,gostei de ouvir um pouco de sua história,você canta bem e tem voz,amo planet hamp,gosto da voz do black alien,B.negão e principalmente a sua,gosto de seus rap com samba,você tem jeito de ser humilde cara.Você é d+,você é o cara arrebentando na parada,você é o cara,você é muito massa.Te adoro d2,você é meu cantor preferido. D222222222222222…
Maio 24, 2009 às 10:29 am
A vida é assim aqueles que obtiveram sucesso estavam a frente do nosso tempo,para muitos essas pessoas são julgas,discriminadas e muitas vezes sofrem um certo tipo de preconceito e depois de 20 anos nós descobrimos que coisas legais aconteceram,
uma certa rebeldia onde nós lutas por nossos direitos e ideais que pessoas assim como nós
não passem pelo o que nós passamos onde e o oprimido tem voz ativa,as pessoas deviam saber mais o que aocntece com quem busca um ideal….,