DIÁRIO (OU QUASE) DO FESTIVAL DO RIO 2007 (PARTE III):

Setembro 28, 2007

Sem mais delongas, duas novas microrresenhas.

AndarilhoCao Guimarães
Cao é autor de um dos filmes mais chatos da história do cinema: Acidente. Com seu novo documentário, recupera a moral sem abrir mão de seu estilo peculiar. O diretor parece ser obcecado pela aleatoriedade. E aqui encontra o tema perfeito: as andanças (e as filosofanças bem doidas) de três mendigos anônimos pelas estradas de Minas. É cabeçudo, cansa um pouco (por conta da câmera paradona e bem abstrata, quase videoarte), mas diverte e faz pensar. Muita gente foi embora no meio da sessão, infelizmente.

Estômago – Marcos Jorge
Talvez o filme nacional mais aguardado do Festival (fora Tropa de elite, claro) o primeiro longa do paranaense Jorge não decepciona. É uma curiosa comédia de humor negro na qual volúpia e morte se irmanam sob uma metáfora: a fome. João Miguel alterna-se entre o hilário e o perturbador como um retirante que vira cozinheiro em uma cela de cadeia. O caminho até a prisão, vê-se ao longo do filme. Apesar da trama contar com situações um tiquinho previsíveis, as boas performances garantem a credibilidade.

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