Nunca quis ter um blog. Sério. Pode parecer estranho, visto que sempre fui ligado em informática, adoro internet e literalmente vivo para escrever (ou melhor, escrevo pra viver). Achava, e acho, a ferramenta incrível – publicar qualquer coisa, instantaneamente, com um mínimo de experiência em computadores? Beeeeleza! Mas sempre achei a coisa muito mal aproveitada. A torrente de sandices, vacuidades e pretensão que foi despejada na grande rede com o advento dos blogs acabou ganhando muito mais destaque que as possibilidades do formato. E daí eu criei uma pinimba com o negócio todo. Me parecia coisa de desocupado, de wannabe (wannabe escritor, wannabe jornalista ou só pra aparecer mesmo). E ainda havia a questão da ética trabalhista. Levo uma vida modestíssima, ganhando o pão com aquilo que escrevo – e olha que eu já escrevo uma porrada de coisas na brodagem, sem $$$ envolvido. E ainda querem que eu escreva de graça, pra passar o tempo? Tô fora!
Então, o que este blog faz aqui?
Bom, eu tinha a idéia de construir este site há vários anos. Nunca tive tempo livre ou vontade suficiente. Agora, aproveitando umas tardes de ócio forçado, botei a mão na massa e mandei ver. Eu dizia às pessoas “quero fazer um site”, coisa & tal, e todos falavam: “Ah, porque você não faz um blog?” Não, não queria blog, queria um negócio organizado, com seções, etc. O negócio é escrever de graça, só por prazer? Então faz direito. (Ironicamente, meus parcos conhecimentos de webdesign me impeliram a usar uma ferramenta de publicação de blogs – este ótimo WordPress que nos hospeda – para realizar meu intento.)
Só que eu nem sempre vou poder “fazer direito”, sacou? Nem sempre vai dar pra sentar e bolar um texto legal, digno de figurar junto aos outros trabalhos “profissionais” da categoria Produção. Daí a idéia do blog. Quando eu estiver com alguma coisa na cabeça mas não quiser me aprofundar; quando eu quiser postar uns links maneiros; quando eu precisar fazer algum comentário urgente sobre algo; quando simplesmente estiver a fim de escrever bobagem…
Não esperem as atualizações frenéticas dos blogueiros “profissionais”. Nem textos no estilo “abrindo-o-coração-pro-leitor” – aliás, vocês estão aí? Isso aqui vai se parecer mais com uma gaveta na qual eu irei jogando coisas pequenas e/ou inacabadas e/ou tolinhas, mas legais.

O primeiro post, pois. No parco contato que tive com o universo blogueiro (não costumo ler blogs, dou olhadas em um ou outro de vez em quando), saquei que é “de praxe” fazer menções a outros blogs. Incluo neste post inicial, entonces, um high-five a meu blogueiro favorito, ou mais propriamente, o único que freqüento com regularidade: meu irmão. Ele é mais ou menos uma celebridade da internet, por conta do blog Ranzinza – no qual ele volta e meia cita alguma cousa que eu estou fazendo por aí, linkando os sites no qual escrevo, etc. Pois então, eis o favor retribuído
Keane e Bad Plus. Eu tenho uma página no Last.fm (www.last.fm/user/marcobart), que, supostamente, serviria para anunciar ao mundo quais músicas eu estou ouvindo no presente momento. Só que como eu escuto muito pouca música no computador (praticamente, só a trabalho), o lance não dá uma idéia real dos sons que têm feito minha cabeça. Por exemplo, agora o Last.fm diz que eu só ouvi uma canção do trio Bad Plus nas últimas semanas. Mentira: no meu iPobre só dá os caras. Estive ouvindo o espetacular Suspicious activity? sem parar, com algumas pausas para me dedicar também ao (menores) Give e These are the vistas.
O Last.fm também não captou minha recente paixonite pelo Keane. Sempre tive uma simpatia pelo trio britânico – considerado “coxinha” e brega pelos roqueiros mais empedernidos. Apesar de ter me decepcionado ligeiramente com o segundo disco dos caras, o show que eles fizeram no Rio no mês passado me arrebatou. Agora o CD de estréia, Hopes and fears (cara, até o título é coxinha!) passou a ser um dos meus favoritos nos últimos tempos. Aliás, sinto que em breve escreverei algo mais elaborado sobre as duas bandas, na categoria Produção. Aguarde e confie.
Bad Plus no Bourbon Street (SP), ano passado:
Keane ao vivo no Rio, tocando uma de minhas favoritas (“This is the last time”):
(Posso ser um blogueiro iniciante, mas sei que pendurar vídeos do YouTube no blog é uma coqueluche inescapável.)

Maio 28, 2007 às 6:40 pm
tb me cobram sempre um blog, e pelos mesmos motivos q vc sugeriu no inicio do texto, jamais o fiz.
escrever por prazer? ja faço (com prazer) sendo (mal) remunerado, obrigado.
até tenho blogs, mas sao para agregar dados sobre jogatina de RPG e de poker.
mas q bom q vc iniciou o seu. virarei leitor. abs